Hoje fiz as pazes com a minha caixa de correio electrónico. A pior notícia do ano chegou-me por e-mail. A melhor também, hoje.
terça-feira, outubro 07, 2008
sábado, outubro 04, 2008
terça-feira, setembro 30, 2008
Nunca mais
- Mãe, o que é morrer?
- É fechar os olhos e nunca mais acordar... É NUNCA MAIS.
- É fechar os olhos e nunca mais acordar... É NUNCA MAIS.
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terça-feira, agosto 26, 2008
AMOR - tempo e modo
- Gosto muito de ti, mamã.
- A mamã também te ama muito, filhota. Daqui até ao céu, até às estrelas!
- E eu gosto de ti até ao mar, até encontrar países.
As noções que me ficaram de Geografia dizem-me que não é um AMOR sem fim, mas na cabeça dela é infindável, nunca mais acaba, dura que se farta... e isso é que conta.
- A mamã também te ama muito, filhota. Daqui até ao céu, até às estrelas!
- E eu gosto de ti até ao mar, até encontrar países.
As noções que me ficaram de Geografia dizem-me que não é um AMOR sem fim, mas na cabeça dela é infindável, nunca mais acaba, dura que se farta... e isso é que conta.
sexta-feira, julho 18, 2008
terça-feira, julho 01, 2008
Eu sou o Bob...
Escandaloso mesmo não é o que ele disse. Escandaloso mesmo é constatar que é verdade. É só lá chegar, ainda no aeroporto, e já a corrupção está a dizer:"Olá! Bem-vindo a Luanda!"segunda-feira, junho 30, 2008
Aquela conversa dos limites...
É mesmo assim. E eu já nem me lembro do tempo em que julgava impossível dar conta de dois. E dois sem o homem da casa? Até ontem parecia-me olímpico. Afinal... Embora me sinta como um condenado, fincando marcas a canivete, na parede da cela.
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Tell me lies
São as únicas mentiras que me provocam rebates de consciência - as piedosas. As outras não me dão que pensar, nem que fazer - não as uso, ponto final.
Desta vez o mal estar assolou-me por via de um monossílabo : «Sim». Foi tudo o que tive de dizer para ficar mal comigo própria - «Sim.»
Perguntou-me:
- Mamã, quando eu nasci, também fiquei assim ao teu colo toda a noite, como o mano, com a cabecinha suja, depois do pai cortar o cordãozinho, não foi?
Não tive alternativa, porque a minha filha não merece esta verdade. O meu «sim» mentiroso fê-la crer na verdade que gostaria de ter guardado também para ela. Sorriu-me, reconfortada, e a minha consciência fez soar uma segunda bofetada.
If I could turn the page in time
then I'd rearrange just a day or two
Close my, close my, close my eyes.
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quinta-feira, junho 26, 2008
Porque a História nem sempre se repete...
E esta não volta a repetir-se com toda a certeza.
Adeus, até nunca mais, ó corredores, ó prateleiras, ó cartapácios de folhetos promocionais, ó meninas de touca, na charcutaria, ó senha branca, azul ou cor-de-rosa, ó criancinha perdida, de nome gritado aos microfones, ó filas nas caixas (mesmo que em self check out)!...
Olá, tempo resgatado! Olá, poupança em tralha supérflua! Olá, moços genuinamente simpáticos, que me descarregam compras directamente na cozinha! Ao segundo filho, eis que se rende uma mãe, dona de casa, autora de uns quantos blogs abandonados, vegetando. Sejam bem-vindos! Fiquei fã. Serviço *****.
Adeus, até nunca mais, ó corredores, ó prateleiras, ó cartapácios de folhetos promocionais, ó meninas de touca, na charcutaria, ó senha branca, azul ou cor-de-rosa, ó criancinha perdida, de nome gritado aos microfones, ó filas nas caixas (mesmo que em self check out)!...
Olá, tempo resgatado! Olá, poupança em tralha supérflua! Olá, moços genuinamente simpáticos, que me descarregam compras directamente na cozinha! Ao segundo filho, eis que se rende uma mãe, dona de casa, autora de uns quantos blogs abandonados, vegetando. Sejam bem-vindos! Fiquei fã. Serviço *****.
terça-feira, junho 10, 2008
domingo, junho 01, 2008
Como na vida
O momento era enorme, o espaço também. O espaço era, aliás, demasiado grande para o momento: o seu primeiro sarau de ginástica. Pelo caminho, sem lhe querer azedar a alegria, rasgada naquela boca de palhaço e iluminada pelo verde do seu cabelo, fui prevenindo:- Queridinha, os papás estão lá, vão estar sempre lá, mesmo que não nos vejas. Podes não nos ver, mas estamos sempre lá, a bater muitas palmas e a fazer-te adeus, sim?
No final estava francamente perturbada, porque não nos viu no meio da multidão, apinhada no pavilhão gimnodesportivo... Não acreditou na garantia que lhe dei? Esqueceu-a? A verdade é que não se pode exigir tamanha fé a um corpo tão pequeno. Há que ver para crer.
Acredita. Não esqueças. Podes não me ver, mas estarei sempre lá.
Segundo filho
Finalmente entendemos a linha do horizonte como mera ilusão de óptica. Os limites, afinal, não existem.
terça-feira, maio 20, 2008
sábado, maio 10, 2008
Boa onda (que há-de chegar à nossa praia)

(Clique. Não tenha medo de molhar os pés.)
Sinopsys
Birth is a miracle, a rite of passage, a natural part of life. But birth is also big business.
Compelled to explore the subject after the delivery of her first child, actress Ricki Lake recruits filmmaker Abby Epstein to question the way American women have babies.
The film interlaces intimate birth stories with surprising historical, political and scientific insights and shocking statistics about the current maternity care system. When director Epstein discovers she is pregnant during the making of the film, the journey becomes even more personal.
Should most births be viewed as a natural life process, or should every delivery be treated as a potentially catastrophic medical emergency?
terça-feira, abril 15, 2008
segunda-feira, abril 14, 2008
segunda-feira, abril 07, 2008
segunda-feira, março 31, 2008
Mama(ã)
Conversa de mama(ã), agora. Estou maravilhada com esta coisa da amamentação, esta novidade que vou desembrulhando, todos os dias. Fascina-me descobrir que nem só o menino pede mama. As mamas pedem também menino, num grito dorido, infalível. É só chegar a hora. Se a hora não chega, é só ouvi-lo chorar. Às vezes é só cheirá-lo, tomar-lhe o peso nos braços, olhar para ele. Abocanha, predador sem dó, esta mãe esquecida da dor. Enternece-me ainda o sorriso de láctea bebedeira, assim que termina o festim. Revira os olhos, desampara os braços, tomba-lhe a cabeça para trás e deixa a descoberto a barbela deliciosamente replicada, por baixo do queixo, a pedir beijos.Roubaram-me este prazer à primeira. Agora eu não deixei, alguém comigo não deixou também e eis que me descubro como nunca me imaginei. Uaaaaau!!!
Quem espirrou?
Agora, cá em casa, é assim. Contingências do novo formato, o A4.
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segunda-feira, março 24, 2008
50%
Certo. Comer os ovos de Páscoa da minha filha não me fica muito bem... Já os do meu filho... é mesmo o que tenho a fazer, pois que se o moço mama (e como mama!), a César o que é de César. Vistas assim as coisas, o teor de indecência das mesma desce para o cómodo índice dos 50%.
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