domingo, janeiro 11, 2009

Sem desculpas


Clicar também não custa nada. POR FAVOR.

É que só falta pegarem-nos na mão ou levarem-nos ao colo para nos convencerem a ajudar. Notáveis organizações internacionais desdobram-se em esforços, iniciativas, campanhas e já só não ajuda quem não quer. Nós, cá por casa, fazemos o mínimo - compramos água em tetra pak. Só isso. É que é tão simples quanto a sede deles.


E com um pacote, um simples pacote, não é um centimozinho que levamos aos que não têm água, a coisa não se mede aos tostões e é tão radical quanto isto: Earth Water oferece 100% dos seus lucros mundiais ao programa de ajuda de água da UNHCR.

Sem desculpas.

sexta-feira, janeiro 09, 2009

E agora, um pecado a sério

Mas sem bilhete de ida ao Inferno, que o moço tem que chegue para comprar o Paraíso.





Um Ferrari, senhores! Um Ferrari...

segunda-feira, janeiro 05, 2009

Estou tão aflitinha...

Depois de ler ISTO.

E o antibiótico que excretou, às mijadinhas, na última pneumonia, Santidade??!! Sabe quantas criancinhas criaram por isso resistência ao nefando medicamento??!! Ah! Subverti a questão, claro... Levar a discussão ao limiar da vida ou morte não vale... Então, e a fraldinha descartável que não conheceu em criança, mas que pode muito bem poupá-lo a fedorentos e húmidos constrangimentos por áureos anos de papado??!! Como mantém, por cinco séculos, o peso na consciência??!! Ops!... A questão é irrelevante, pois... até porque a consciência de cada um está confinada, no máximo, aí a uns cem anitos... Vamos nós, fiquem as fraldas e lixe-se quem vem a seguir. E os índices de CO2 bufados pelo eminentíssimo papamóvel?! POING! Perdi pontos na etiqueta e cortesia. Insana! A provecta idade já não dá para grandes pedaladas, é verdade. Ainda posso pedir desculpa, ou não tenho alternativa ao Inferno? Perdoai-me três pílulas... Ok, vinte, vá... Pronto, cem e não se fala mais nisso, certo? Bom... quarenta caixas e 6.000 xixis, então... quites? Não??!! Mas eu pari dois filhos, porra (que gastaram 12.000 fraldas descartáveis, mas isso Ele perdoa)! Não servem de amortização? Ai! Porra, não, porra! POING! POING! POING! Lá perdi trinta pontos agora de rajada... Não posso voltar a negligenciar e reverência e boas maneiras, porra! POING! Porra, pá! Mais dez pontos, à vida!... É que não é nada fácil a contenção! A Humanidade já recebeu ordem de despejo do Paraíso por minha causa, o mulherio tem de parir aos gritos por minha culpa - sim, que essa invenção da epidural é obra do Demo também, só pode! - e agora anda tudo estéril por minha conta??!! Fogo! Bem, fazemos assim: eu retiro a do antibiótico e a das fraldas e o assunto morre aqui. Fica só a do CO2, que até me denuncia na fraqueza de argumentação. Tem toda a razão, Vossa Santidade, penitencio-me pelas caixas todas e prometo não voltar a fazer xixi.

sexta-feira, janeiro 02, 2009

Do Melior, mesmo.



E assim passaram as canecas à História, cá em casa. É que é mesmo do melhor. Bebidas a escaldar, ou geladas, constantes na temperatura por muito mais tempo, sem nos congelar nem queimar as mãos, passando para a parede exterior do copo apenas a temperatura q.b., que nos reconforta. Como é que só descobri isto agora?! Só não se recomendam para quem gosta de guardar canecas dependuradas pela pega.

quarta-feira, dezembro 31, 2008

ERA...

Se calhar já esqueceram, mas o tempo de exposição destas gracinhas, raramente publicadas, é muito limitado no tempo... é aproveitar.

segunda-feira, novembro 03, 2008

DE NOVO



A NÃO PERDER!

(Sob pena de perder O Momento de uma vida...)

domingo, novembro 02, 2008

Do não tangível

- Filha da minha alma!

- Que é a alma, mamã?

- Hmmm... [ops!...] Tu comes com o nariz?

- Não! Como com a boca...

- E cheiras com quê?

- Com o nariz...

- E vês com quê?

- Com os olhos...

- E ouves com quê?

- Com os ouvidos...

- E gostas da mãe com quê?

- Hmmm... Com a alminha?...

- :)))))))))))))) Querida filha da minha alma!...

terça-feira, outubro 07, 2008

e-mail

Hoje fiz as pazes com a minha caixa de correio electrónico. A pior notícia do ano chegou-me por e-mail. A melhor também, hoje.

terça-feira, setembro 30, 2008

Nunca mais

- Mãe, o que é morrer?

- É fechar os olhos e nunca mais acordar... É NUNCA MAIS.

terça-feira, agosto 26, 2008

AMOR - tempo e modo

- Gosto muito de ti, mamã.

- A mamã também te ama muito, filhota. Daqui até ao céu, até às estrelas!

- E eu gosto de ti até ao mar, até encontrar países.

As noções que me ficaram de Geografia dizem-me que não é um AMOR sem fim, mas na cabeça dela é infindável, nunca mais acaba, dura que se farta... e isso é que conta.

sexta-feira, julho 18, 2008

Também tu, Brutus?




Parece que já ninguém usa as vírgulas para isolar vocativos nas frases... E agora que o desprezo chegou às tampinhas de iogurtes, depois de ter passado já por slogans políticos e outdoors publicitários, olha... desisto.

terça-feira, julho 01, 2008

Eu sou o Bob...

Escandaloso mesmo não é o que ele disse. Escandaloso mesmo é constatar que é verdade. É só lá chegar, ainda no aeroporto, e já a corrupção está a dizer:"Olá! Bem-vindo a Luanda!"

segunda-feira, junho 30, 2008

Aquela conversa dos limites...

É mesmo assim. E eu já nem me lembro do tempo em que julgava impossível dar conta de dois. E dois sem o homem da casa? Até ontem parecia-me olímpico. Afinal... Embora me sinta como um condenado, fincando marcas a canivete, na parede da cela.

Tell me lies

São as únicas mentiras que me provocam rebates de consciência - as piedosas. As outras não me dão que pensar, nem que fazer - não as uso, ponto final.

Desta vez o mal estar assolou-me por via de um monossílabo : «Sim». Foi tudo o que tive de dizer para ficar mal comigo própria - «Sim.»

Perguntou-me:

- Mamã, quando eu nasci, também fiquei assim ao teu colo toda a noite, como o mano, com a cabecinha suja, depois do pai cortar o cordãozinho, não foi?

Não tive alternativa, porque a minha filha não merece esta verdade. O meu «sim» mentiroso fê-la crer na verdade que gostaria de ter guardado também para ela. Sorriu-me, reconfortada, e a minha consciência fez soar uma segunda bofetada.

If I could turn the page in time
then I'd rearrange just a day or two
Close my, close my, close my eyes.

quinta-feira, junho 26, 2008

Porque a História nem sempre se repete...

E esta não volta a repetir-se com toda a certeza.

Adeus, até nunca mais, ó corredores, ó prateleiras, ó cartapácios de folhetos promocionais, ó meninas de touca, na charcutaria, ó senha branca, azul ou cor-de-rosa, ó criancinha perdida, de nome gritado aos microfones, ó filas nas caixas (mesmo que em self check out)!...

Olá, tempo resgatado! Olá, poupança em tralha supérflua! Olá, moços genuinamente simpáticos, que me descarregam compras directamente na cozinha! Ao segundo filho, eis que se rende uma mãe, dona de casa, autora de uns quantos blogs abandonados, vegetando. Sejam bem-vindos! Fiquei fã. Serviço *****.

terça-feira, junho 10, 2008

domingo, junho 01, 2008

Como na vida

O momento era enorme, o espaço também. O espaço era, aliás, demasiado grande para o momento: o seu primeiro sarau de ginástica. Pelo caminho, sem lhe querer azedar a alegria, rasgada naquela boca de palhaço e iluminada pelo verde do seu cabelo, fui prevenindo:

- Queridinha, os papás estão lá, vão estar sempre lá, mesmo que não nos vejas. Podes não nos ver, mas estamos sempre lá, a bater muitas palmas e a fazer-te adeus, sim?

No final estava francamente perturbada, porque não nos viu no meio da multidão, apinhada no pavilhão gimnodesportivo... Não acreditou na garantia que lhe dei? Esqueceu-a? A verdade é que não se pode exigir tamanha fé a um corpo tão pequeno. Há que ver para crer.

Acredita. Não esqueças. Podes não me ver, mas estarei sempre lá.

Segundo filho

Finalmente entendemos a linha do horizonte como mera ilusão de óptica. Os limites, afinal, não existem.

terça-feira, maio 20, 2008

Não, não morri...

Estou só muito apaixonada.