domingo, fevereiro 10, 2008
sexta-feira, fevereiro 08, 2008
Um boi
ALTO!
- Bem... tenho de ir trabalhar para pagar o boi, tenho?! Ou tenho de ir ali buscar a minha moedinha?...
Bom... bem... bem... bom... Então, era um boi, não é verdade? OK.
quinta-feira, janeiro 24, 2008
Dos tachos e do Amor
Eu conhecia a resposta, a ponto de ter deixado de fazer a pergunta. Não valia a pena procurar saber o segredo daquele soufflé nem o truque do rolo de carne. Eram delícias de Amor e pronto. Para a minha mãe nada daquilo tinha a ver com uma excelente mão para a cozinha. Dizia ela, sempre, que o tinha feito com Amor, com muito Amor, e que desta forma tudo saía apurado. Ora, sabendo-a eu tão mal amada, tão temperada de sal e ofertada de fel, como era possível verter naqueles tachos um Amor assim? Compreendo hoje que falava do Amor que nos tinha, aos filhos, traduzido em combinações perfeitas de ingredientes, à partida comuns e irrelevantes. Isso eu já entendi, com dez anos já o entendia. O que continua a fazer-me confusão é a facilidade com que deitava aos tachos o que não recebia, nem tinha como comprar ou trocar... Onde ia ela buscar tanto Amor? Tanto, tanto, como só pode atestar quem se sentava à mesa lá em casa. Afinal, também eu hoje me debato com os tachos e tenho de me confessar incapaz de semelhante prodígio... Lágrimas e a mais elementar das macarronadas são pura e simplesmente incompatíveis, de tal forma que a qualidade do que levo à mesa é o reflexo fiel do meu estado de alma.
Ontem, o frango da mãe cá de casa não apurou. A minha mãe tê-lo-ia feito tão bem...
quinta-feira, janeiro 10, 2008
A mãe dá

Ai, dá, dá! Tanto que a encomenda está despachada! Fantásticas estas bonecas-mamãs-parideiras-amamentantes! O pormenor do cordão e da placenta é ou não uma delícia? Ai que veio mesmo a calhar! É só espreitar.
quinta-feira, janeiro 03, 2008
Eh, pá!
Escapou-me! Esqueci-me de assinalar a efeméride, o estrondoso acontecimento, o que realmente podia ter aberto os Telejornais e primeiras páginas do dia... Escapou-me...

A MIÚDA CORTOU PELA PRIMEIRA VEZ O CABELO! Aos 3 anos!!! Os caracóis continuam lindos, não muito diferentes, mas estamos agora muito mais à vontade para voltar à cadeira (que é como quem diz à mota) do cabeleireiro. Ela agradece-te a ideia.
Ah! O Telejornal seria o de 21 de Dezembro último. Escapou...
sexta-feira, dezembro 21, 2007
In utero

Há quem acredite no Pai Natal...
Eu prefiro acreditar na minha filha.
sábado, dezembro 15, 2007
Do Natal na escola...

Giro, giro é dar comigo comovida, às lágrimas, com a actuação dos filhos dos outros...
Giro, giro foi ter sentido ali o verdadedeiro espírito de Natal, o autêntico, o genuíno, sem uma referência que fosse ao meu Natal católico. O colégio é laico, eu não, mas acho que é assim que deve ser. A pluralidade intelectual, moral e social também se educam.
sábado, dezembro 08, 2007
quinta-feira, dezembro 06, 2007
Ela e Sophia. Sophia e Ela.
Meninas do Mar_0001
Colocado por dia-a-dia
Hoje fui buscá-Las, às duas. Não tropecei nelas. Fui buscá-Las. Em boa verdade, era a Ela que procurava. Novos receios fazem-me procurá-La, trazê-La até mim, puxá-La contra o meu peito. Na busca daquele desenho dei então com Sophia, porque ambas se haviam juntado há um ano atrás. E gostei tanto de as ver juntas! Para mim, foi feliz a hora em que me lembrei, precisei, de as misturar.
Texto: Sophia de Mello Breyner Andresen, excertos d'A Menina do Mar.
Desenho: Rita, a querida filha desta mãe.
Música: Madredeus, As Ilhas dos Açores.
domingo, dezembro 02, 2007
quinta-feira, novembro 29, 2007
Há desejos que não podemos manifestar a uma mãe...
E eu só disse que aquele frasquinho de doce de abóbora estava óptimo...
(Doce de abóbora com noz, que eu como aos montes em tostas, com requeijão de ovelha... Prazeres de Outono, enfim...)
Sim, ajuda...
Só não sei até quando é que isto pega... Mas é verdade que se torna mais fácil orientar-lhe os horários logo de manhã, à tarde (na agora crítica hora do banho) e na difícil hora de deitar...
Esta gracinha apresenta alguns problemas de concepção - programação de actividades limitada a um total de 6o minutos, deficiente fixação de fichas, ausência de um dispositivo de bloquemento de botões... - ainda assim, ajuda-os imenso na criação de referências temporais e "5 minutos" passam, definitivamente, a ter um significado diferente de meia hora.
quarta-feira, novembro 28, 2007
Se me dão licença...
terça-feira, novembro 27, 2007
Consumismo - a negação
A verdade é que, desde que faço compras com ela, desde recém-nascida, NUNCA peguei fosse no que fosse para lhe dar, NUNCA lhe pus nada nas mãos do que se apresenta nas prateleiras, NUNCA lhe perguntei "Queres?" Quando muito, deixo pegar para ver, explorar, brincar até, sem esquecer que "o que aqui está é da senhora da caixa, não é nosso, só podemos ver e mexer sem estragar". Resumindo: nunca tomei a iniciativa de dar, e a ela nunca lhe passou pela cabeça ficar com o que não lhe pertence. Isto até ter noção de que tudo se pode comprar, tudo tem um preço (até as pessoas, dizem, mas a essa parte ela ainda não chegou). Acho que foi assim que se habituou a ver na ida às compras um momento de pragmático abastecimento doméstico, meramente.
Pouco antes de fazer três anos, começou a expressar desejos de natureza mais consumista, mas nunca como pedinchice. Vai dizendo: "A R. queria...", "A R. gostava...". E pode passar diante do objecto da sua ambição que não diz "Eu quero!"
E assim chegámos ao "A R. queria uma pita [pista]...". Ora, assim que o automobilístico desejo chegou aos ouvidos da avó, a pista tomou forma e esteve mais de um mês à espera, guardada no seu embrulho, enquanto não chegava o dia 26. O dia de aniversário saldou-se na módica soma de quatro prendas, um bolo do Noddy e um bolo de amêndoa e requeijão (desejo que a avó também apanhou pelo ar e não perdeu tempo nenhum a atender). Com o primeiro embrulho rasgado - a pita, pois então! - entrou numa espécie de transe, delírio, passou-se para outra dimensão, eu acho. De tal forma que não sei se acreditam, mas a prenda que os pais escolheram para ela ainda ali está, embrulhadinha, virgem na sua condição de presente de aniversário - ainda não a abriu. Eu entendo, não me melindro e até me orgulho, de certa forma - aquela não foi a prenda que ela quis, levianamente, entre o centésimo episódio do Ruca e o sexagésimo do Little People. Aquela foi a prenda que ela quis muito, muito, muito, que a manteve a sonhar acordada e pela qual soube esperar pacientemente.
Hoje, na mochila da escola, não houve como evitar o peso de dois Volkswagens, um camião tire, um furgão dos correios, uma carrinha blindada e um veículo da polícia - tudo em segredo, como devem ser mantidos os objectos do nosso desejo, cujo valor só nós entendemos.
segunda-feira, novembro 26, 2007
3
Responde! Damos-te mais um ano para nos responderes! Bem... pensando melhor, damos-te a vida. Ou por outra... não nos respondas. Segue, desde que pares de vez em quando para te poder beijar... só para te poder beijar. SEGUE.
quarta-feira, outubro 31, 2007
Vou dizer-te uma coisa, mãe...
Hoje é dia d' Ai ó lindo...
E eu, que nunca achei gracinha nenhuma à tradição importada, sendo assim, aceito.






